A história de vida da jovem nadadora Haven Shepherd tem corrido o mundo. Para além de ser vista como um exemplo de superação, é protagonista de um episódio dramático na infância.
No Vietname, os pais biológicos amarraram-se a uma bomba e fizeram-na explodir, com Haven, de apenas 14 meses, nos braços. Os progenitores morreram, mas a bebé sobreviveu.
Os ferimentos obrigaram a que as ambas as pernas lhe fossem amputadas.
Ainda pequena, foi adotada por um casal que a levou para os Estados Unidos, país que agora representa nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.
"Tens de olhar para o lado positivo da vida. Eu sei que tive uma situação muito má, mas saí dela, tive uma segunda oportunidade. Estou muito grata por me terem salvado. Não entrei em choque e apenas perdi as minhas pernas. Poderia ter perdido a vida", disse, numa entrevista ao Comité Paralímpico Internacional.
Entra nos Jogos de Tóquio - vai competir este sábado na prova de 200 metros estilos femininos, na categoria SM8 - com o objetivo de se divertir e não quer alimentar grandes expectativas, mesmo depois de ter conquistado duas medalhas nos Jogos Parapan-americanos de Lima, há dois anos.
"Não vou entrar com grandes expectativas, porque se tu estabeleces expectativas para ti, ficarás sempre desapontado", afirmou.
A jovem, além de nadadora, pratica Crossfit e faz campanhas como modelo para várias marcas.
"Quando trabalhei como modelo para a Tommy Hilfiger, percebi que o corpo perfeito não existe, apenas algumas pessoas têm esse tipo de corpo e estilo de vida. Se olhares à volta, todos temos pequenos inchaços e hematomas e somos todos imperfeitos. Adoro a minha oportunidade de mostrar que qualquer pessoa pode, literalmente, fazer o que quiser", concluiu, citada pelo La Vanguardia.


