Legislativas 2019

O debate entre Jerónimo de Sousa e António Costa

Pedro Nunes Expresso

António Costa e Jerónimo de Sousa frente a frente no primeiro debate televisivo das legislativas 2019.

O debate na íntegra

A relação entre o PS e o PCP

Questionado sobre as relações com o PCP e o Bloco, o líder do Partido Socialista considerou não ser justo fazer comparações entre os dois partidos, porque “cada um tem a sua forma de atuar”.

António Costa garante que não disse que era mais fácil trabalhar com o PCP do que com o BE e prefere salientar que, apesar de existirem “divergências que são insanáveis” entre os três partidos da ‘geringonça’, houve a capacidade de fazer acordos e cumpri-los.

O líder do PS destaca a relação “franca, trabalhosa, mas com bons resultados”.

Jerónimo de Sousa esclarece que tem por hábito tratar os adversários políticos com respeito, mas que a política de sinceridade não pode ser confundida com as “grandes questões de política”. Apesar de tudo, o líder da CDU diz que prefere valorizar o que foi conseguido.

Garante que, atualmente, manteria a mesma franqueza, seriedade e confiança nos parceiros. “A melhor prova do pudim é comê-lo”, afirma Jerónimo de Sousa, destacando várias conquistas para as quais tem orgulho de ter contribuído, como a reposição de salários, abono de família, manuais escolares e passe social.

Questionado sobre o futuro da geringonça, António Costa garante que a continuidade da solução governativa será analisada “em função dos resultados eleitorais”, mas destaca que ao fim de quatro anos, foi tudo cumprido.

"Nós orgulhamo-nos de chegar ao final de quatro anos e poder dizer que cumprimos tudo o que assumimos com os portugueses, com os nossos parceiros parlamentares e com a União Europeia."

Jerónimo de Sousa afirma que o PCP teve uma intervenção de grande valor na solução governativa, garantindo que o partido não perdeu com a geringonça. Explica que é necessário continuar com esse caminho, apesar das “divergências de fundo” que dividem os parceiros.

Jerónimo de Sousa acusa o Governo de ter colocado uma norma em que "um jovem à procura do primeiro emprego, pode andar uma vida inteira sempre com um vínculo experimental".

Na resposta, António Costa diz que a sua opinião é completamente diferente e fala num desafio no país que passa pela demografia e por devolver aos jovens a confiança no futuro.

O líder do PS diz ainda que é fundamental combater os fatores de precariedade, como acesso à habitação e a precariedade no mercado de trabalho, e fala na nova legislação contra estes problemas.

Jerónimo de Sousa relembra que em quatro Orçamentos do Estado, há centenas de propostas do PCP, mas recusa-se a aceitar, ainda assim, responsabilidades em matérias com as quais discorda.

O líder da CDU fala em avanços positivos, mas diz que não resolvem as questões estruturais do país, acusando ainda o PS de ser um partido que pratica políticas de direita.

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Questionado sobre esta possibilidade, António Costa diz que fará os convites para o Governo quando tiver legitimidade. No entanto, garante que "quem tem que formar uma equipa, não deixa no banco os melhores jogadores".

Jerónimo de Sousa é parte do problema ou da solução?

O líder da CDU acredita ser possível um melhor resultado nas eleições, mas rejeita reduzir a sua atividade a resultados eleitorais.

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