Tragédia no Meco

Tragédia no Meco. Alegações finais do julgamento cível adiadas para 22 de julho 

Rafael Marchante

Defesa do ex-dux quer tempo para analisar documentos sobre o estado do mar.

Foram adiadas para 22 de julho as alegações finais do julgamento cível do Meco que estavam marcadas para esta quinta-feira.

A defesa do ex-dux João Gouveia quer tempo para analisar os documentos técnicos sobre o estado do mar apresentados, esta quinta-feira, por um oficial da Marinha.

A testemunha disse em Tribunal que só alguém com a resistência de um nadador olímpico conseguiria enfrentar o mar agitado e as enormes ondas na noite da tragédia.

Depois das alegações finais, segue-se a leitura da sentença.

A juíza decidirá sobre a indemnização de mais de 1 milhão de euros pedida pelos pais das vítimas a João Gouveia e à Universidade Lusófona.

Médico diz que dux não tinha sinais de afogamento

O médico que assistiu o ex-dux da Universidade Lusófona após a tragédia do Meco revelou em tribunal que João Gouveia não tinha sinais de que tivesse estado numa situação de quase afogamento.

O advogado das famílias das vítimas diz que é mais uma prova de que João Gouveia nunca chegou a entrar no mar naquela noite.

Em declarações anteriores ao tribunal, João Gouveia, único sobrevivente da tragédia do Meco, disse ter sido apanhado pela mesma onda que arrastou os outros seis jovens que perderam a vida na noite de 15 de dezembro de 2013, na praia do Meco, em Sesimbra, no distrito de Setúbal.

O ex-`dux´ João Gouveia, que, juntamente com Universidade Lusófona, é réu no processo cível em que as famílias dos seis jovens falecidos reclamam uma indemnização de 1,3 milhões de euros, afirmou ainda ao tribunal de Setúbal que ouviu gritos de socorro e que ainda terá tocado numa das vítimas sem que tivesse conseguido resgatá-la do mar.

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