O contrato de arrendamento do príncipe André, divulgado pela imprensa britânica, está a gerar polémica no Reino Unido. O duque de York não paga renda há mais de 20 anos da mansão de Royal Lodge, em Windsor, segundo o The Guardian.
Tudo começou no início do século. O príncipe André tornou-se o novo inquilino da mansão real após a morte da sua avó, a rainha Isabel, em 2002. A decisão de Isabel II de atribuir a casa de 30 cómodos ao segundo filho surpreendeu, porque André já tinha herdado a mansão de Sunninghill.
Em 2003, o duque de York assinou o contrato de arrendamento que vigora até 2078. Na altura, já determinava que o príncipe só tinha de pagar “um grão de pimenta, se exigido, por ano” para viver na mansão de Royal Lodge. É apenas uma ação simbólica.
Apesar de não pagar renda, o príncipe André investiu para lá viver. Em 2003, gastou cerca de 7,5 milhões de libras (8,6 milhões de euros) na restauração da mansão real e pagou um valor adicional de um milhão de libras (1,15 milhões de euros) para garantir o arrendamento da casa por 75 anos.
Renunciou aos títulos reais
Na sequência de novos escândalos sexuais ligados a Jeffrey Epstein, o André decidiu renunciar a todos os títulos reais, incluindo o de duque de York.
Numa declaração publicada no site do Palácio de Buckingham, explica que após uma conversa com "o Rei e a família mais próxima", concluiu que as "acusações contínuas" contra si "distraem o trabalho da família real.
Apesar da renúncia aos títulos, continuará a ser um príncipe por ser filho da rainha Isabel II. Já o título de ducado só é retirado caso assim decida o Parlamento britânico. O Partido Nacional Escocês (SNP), independentista de esquerda, apresentou uma moção não vinculativa sobre o tema, mas não há expectativas de que seja concretizada pelo Governo de Keir Stamer.
Segundo uma sondagem da YouGov, quatro em cada cinco cidadãos britânicos querem que o príncipe André seja oficialmente destituído do ducado de York.


