O Rei Carlos III iniciou esta quinta-feira o processo formal para retirar o título de ‘príncipe’ a André, que passará a ser apenas André Mountbatten Windsor, informou a família real britânica em comunicado.
Para além de perder o título, o príncipe terá também de deixar a Royal Lodge, mansão real onde vive há mais de 20 anos sem pagar.
“[O príncipe André] já foi notificado formalmente para rescindir o contrato de arrendamento e irá mudar-se para um alojamento privado”, lê-se no comunicado, citado pela BBC, que justifica a decisão com o facto de André continuar a negar todas as acusações de que é alvo.
As filhas Eugenie e Beatrice, netas de Isabel II, manterão os títulos de 'princesa'.
A nota dá ainda conta de que Carlos III e Camila querem “deixar claro” que os seus pensamentos “têm estado e continuarão a estar” com as vítimas e sobreviventes “de qualquer tipo de abuso”.
O príncipe André também já tinha anunciado que não mais usará o título de Duque de Iorque.
Um escândalo sexual de proporções históricas
Recorde-se que o relacionamento de André com Jeffrey Epstein e as acusações de abuso sexual de que foi alvo por parte de Virginia Giuffre causaram um escândalo de proporções históricas.
Virginia suicidou-se em abril deste ano. Foi uma das primeiras e mais fortes vozes a pedir a instauração de processos criminais contra Epstein e os cúmplices.
Em 2021, alegou num processo que Epstein a obrigou a ter relações sexuais com o príncipe André, o segundo filho da rainha Isabel II, em pelo menos três ocasiões quando ela tinha 17 anos - e ele 41 - em troca de 15 mil dólares (13,2 mil euros).
Acusações que o príncipe sempre rejeitou.


