Mundial de Futebol

"Sou homem e gosto de homens": adepto confronta embaixador do Qatar

"Sou homem e gosto de homens": adepto confronta embaixador do Qatar
MUSTAFA ABUMUNES/Getty Imagens
O momento foi registado durante uma conferência sobre direitos humanos no futebol organizada pela federação alemã. Veja aqui o vídeo.

A precisamente dois meses do arranque oficial do Mundial de Futebol no Qatar, onde a homossexualidade é ilegal, um adepto confrontou o embaixador do país na Alemanha, vincando que “a regra mais importante no futebol é que o futebol é para todos”.

Ativistas dos direitos LGBTQ acusam as autoridades do Qatar de violarem os direitos humanos e a FIFA de inação, por não ter forçado a uma reforma da legislação no país, onde o tema é censurado e sancionado. Também adeptos estrangeiros temem pela sua segurança.

E esta terça-feira, um adepto confrontou em público o embaixador do Qatar na Alemanha. O momento foi captado em vídeo durante uma conferência sobre direitos humanos no futebol organizada pela federação alemã, com vista ao Mundial.

“Sou homem e gosto de homens. Isto é normal, portanto habituem-se ou fiquem fora do futebol. Porque a regra mais importante no futebol é que o futebol é para todos. Não importa se és lésbica ou gay, é para todos. Para os rapazes, para as raparigas, para todos”

"Portanto têm de abolir a pena de morte, têm de abolir todas as penalizações a questões do foro sexual ou de identidade de género. A regra de que o futebol é para todos é muito importante. Não podemos permitir que a quebrem por muito ricos que sejam. São mais do que bem-vindos a juntarem-se à comunidade internacional do futebol e, claro, para receberem um grande torneio. Mas no desporto, é como é, têm de aceitar as regras”, rematou o adepto, que foi timidamente aplaudido.

Quanto ao embaixador não proferiu nenhuma palavra ou expressou qualquer reação, tendo-se limitado a ouvir o adepto.

Um conhecido adepto alemão que recusa ir ao Qatar

Lembra-se de Philipp Lahm? O antigo futebolista e embaixador da federação alemã (DFB) para o Euro 2024 anunciou recentemente que não vai viajar para o Qatar para acompanhar o Mundial 2022. “Não faço parte da delegação e não estou interessado em viajar para lá como adepto. Prefiro acompanhar o torneio a partir de casa”.

Mas porquê? “Os direitos humanos devem ter um papel mais importante na atribuição de um torneio. Se um país recebe a indicação de um dos piores desempenhos nesse requisito, começas a pensar nos critérios utilizados para a decisão. Os direitos humanos, a sustentabilidade, o tamanho do país, nada disso parece ter tido importância”, justificou o capitão da seleção campeã do mundo em 2014 em declarações este verão a uma revista alemã.

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