Mundo dos Animais

Museu de História Natural de Londres escolhe as melhores fotografias da vida selvagem entre 60 mil candidaturas

Não foi uma decisão fácil, mas as melhores fotografias da vida selvagem já estão escolhidas, entre mais de 60 mil enviadas para o Museu de História Natural em Londres.

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O abraço materno e a ternura que envolve a cria é uma maternidade pintada. O quadro natural encantou o fotógrafo num parque do Sri Lanka. Ah, que bom ser bebé aqui. As leoas cuidam e partilham os deveres de parentalidade no Maasai Mara, no Quénia.

É mais um exemplo de laços de ternura entre animais. O banho de afeto entre manatins, na costa da Flórida. Mas só há desespero ao ver a tartaruga armadilhada nas redes de pesca. Aqui, nas Ilhas Baleares, mas poderia ser em qualquer ambiente onde o trabalho humano transtorna a vida selvagem.

A preguiça abraça-se ao cimento. Já não encontra casa no seu antigo habitat, na Costa Rica. Um lince espreguiça-se ao poente nas remotas montanhas russas de Lazovsky. Foram precisos seis meses para o fotógrafo conseguir este momento de cumplicidade. Às vezes, são anos até capturar um instante único, que nunca conheceríamos sem essa espera.

Sem essa habilidade para recolher o tempo num retângulo. Retratando comportamentos dramáticos ou memoráveis.

Nestas imagens percorremos continentes. A espreitar a beleza e a complexidade do mundo natural em coexistência com a humanidade. Num planeta de recursos escassos, onde o aquecimento global reduz água, alimento, espaço. E quando os interesses humanos tantas vezes colidem com a conservação da natureza.