O abraço materno e a ternura que envolve a cria é uma maternidade pintada. O quadro natural encantou o fotógrafo num parque do Sri Lanka. Ah, que bom ser bebé aqui. As leoas cuidam e partilham os deveres de parentalidade no Maasai Mara, no Quénia.
É mais um exemplo de laços de ternura entre animais. O banho de afeto entre manatins, na costa da Flórida. Mas só há desespero ao ver a tartaruga armadilhada nas redes de pesca. Aqui, nas Ilhas Baleares, mas poderia ser em qualquer ambiente onde o trabalho humano transtorna a vida selvagem.
A preguiça abraça-se ao cimento. Já não encontra casa no seu antigo habitat, na Costa Rica. Um lince espreguiça-se ao poente nas remotas montanhas russas de Lazovsky. Foram precisos seis meses para o fotógrafo conseguir este momento de cumplicidade. Às vezes, são anos até capturar um instante único, que nunca conheceríamos sem essa espera.
Sem essa habilidade para recolher o tempo num retângulo. Retratando comportamentos dramáticos ou memoráveis.
Nestas imagens percorremos continentes. A espreitar a beleza e a complexidade do mundo natural em coexistência com a humanidade. Num planeta de recursos escassos, onde o aquecimento global reduz água, alimento, espaço. E quando os interesses humanos tantas vezes colidem com a conservação da natureza.

