Operação Lex

Antigo presidente da Relação de Lisboa garante que nunca fez "nada que não pudesse ser legal"

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Luís Vaz das Neves e Luís Filipe Vieira entre os arguidos no processo Operação Lex.

O antigo presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, Luís Vaz das Neves, assegurou esta quinta-feira que não começou qualquer ilegalidade e remeteu os jornalistas para as explicações que vai dar ao tribunal.

Vaz das Neves é arguido no processo Operação Lez, cujo debate instrutório começou esta quinta-feira no Supremo Tribunal de Justiça.

Em declarações aos jornalistas, confirmou que vai fazer uma intervenção antes da abertura da audiência.

"É uma oportunidade, lá dentro é que vou falar. Não posso justificar porque é que decidi falar. É um direito. A maior parte dos que aqui estão já me conhecem e eu nunca fiz nada, nem dei nada a ninguém, que não pudesse ser legal", afirmou o juiz desembargador jubilado e arguido.

Processo Operação Lex tem 17 arguidos

No processo Operação Lex Luís Vaz das Neves responde por corrupção passiva para ato ilícito e abuso de poder, por alegadamente ter violado os seus deveres funcionais de isenção e imparcialidade com a ordenação da distribuição manual de processos, permitindo que Rui Rangel obtivesse benefícios económicos ilegítimos.

Quem está igualmente presente na sessão de hoje é o ex-presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, tendo o seu advogado, Raul Soares da Veiga, adiantado que o antigo dirigente desportivo vai reafirmar a sua inocência neste caso.

A acusação imputa a Luís Filipe Vieira a prática de um crime de recebimento indevido de vantagem em coautoria com Fernando Tavares e com o advogado Jorge Rodrigues Barroso.

O processo Operação Lex tem 17 arguidos, incluindo ainda os antigos juízes desembargadores Rui Rangel e Fátima Galante.

O processo foi conhecido em 30 de janeiro de 2018, quando foram detidas cinco pessoas e realizadas mais de 30 buscas e teve origem numa certidão extraída do caso Operação Rota do Atlântico, que envolveu o empresário de futebol José Veiga, suspeito de crimes de corrupção no comércio internacional, branqueamento de capitais, fraude fiscal e tráfico de influências.

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