José Sócrates, o principal arguido na Operação Marquês, apresentou uma queixa da justiça portuguesa ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).
“Ao longo destes meses, os meus advogados acharam que deviam comunicar ao Tribunal Europeu dos Direitos dos Homens as sucessivas e estruturais violações da Convenção Europeia dos Direitos do Homem. Para além disso, os meus advogados decidiram dar conta de tudo o que se passou no processo ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas”, afirmou José Sócrates.
O antigo primeiro-ministro enviou um requerimento à juíza a contestar o prazo de 10 dias dado aos advogados para preparem a defesa num processo com mais de 300 mil páginas. Numa conferência de imprensa, em Bruxelas, na Bélgica, acusa ainda o tribunal de “violência” e rejeita a nomeação de advogada oficiosa.
O antigo primeiro-ministro diz que vai entregar esta sexta-feira mais documentos ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, onde também fez, em julho do ano passado, uma queixa da justiça portuguesa.

