Orçamento do Estado

Presidente da Câmara de Sintra diz que é preferível ter eleições antecipadas que mau Orçamento

ANTÓNIO COTRIM

A possibilidade de uma crise política esteve em análise na SIC Notícias esta quinta-feira.

O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, o ex-secretário de Estado do Governo de Pedro Passos Coelho, Marco António Costa, e o arquiteto e militante comunista, Tiago Mota Saraiva, discutiram, na noite desta quinta-feira, na SIC Notícias, as negociações para o Orçamento do Estado para 2022 e a possibilidade de uma crise política.

Para Basílio Horta, é "necessário que o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista dissessem que estavam disponíveis para abdicar de alguns princípios, alguns fundamentais da sua própria natureza", de forma a evitarem uma crise política e a servirem o "interesse comum".

"Se fossem capazes de fazer isso, aí poderíamos falar em estabilidade. Agora, se realmente vão aprovar o Orçamento contrariados, só para que não haja eleições, acho que é uma questão que, nesta altura em que o país se encontra, não era útil", acrescenta o presidente da Câmara Municipal de Sintra.

Já para Marco António Costa, existe um ónus de responsabilidade caso haja falha nas negociações.

"Foi a expressão que o Dr. António Costa escolheu para classificar as responsabilidades da governação e da estabilidade, e esse ónus está nos ombros do primeiro-ministro, em primeiro lugar, e depois também no Bloco de Esquerda e no PCP", aponta o ex-secretário de Estado.

Tiago Mota Saraiva fala de uma infantilização da negociação do Orçamento do Estado para 2022.

"Eu quando olho para este Orçamento vejo um conjunto de medidas onde está inscrito o que o Governo cederá aos partidos à Esquerda, e eu acho que isso é uma infantilização da discussão e da negociação política", refere o arquiteto comunista.