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Orçamento do Estado

De 0 a 5, há acordo ou não? As previsões e apostas dos comentadores

No dia em que primeiro-ministro e o líder do principal partido da oposição se sentaram finalmente à mesma mesa para falar sobre o documento do momento - o Orçamento do Estado para o próximo ano -, analisamos com vários comentadores o desfecho do encontro em São Bento. Ao longo desta sexta-feira, acompanhe a emissão especial na antena e site da SIC Notícias e faça também a sua aposta e vote no quiz.

Todo o direto

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Obrigado por nos ter acompanhado.

OE2025: Montenegro não abdica de descer o IRC

"Não abdicamos da política económica. Se entendermos que precisamos de ter mais investimento e sermos mais competitivos, devemos desagravar o esforço fiscal das empresas, não temos como não concretizar, se essa é a pedra angular da nossa política económica", afirmou Luís Montenegro.

OE: Iniciativa Liberal diz que Pedro Nuno Santos fez “declaração de guerra”

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Rui Rocha lamenta que depois de semanas de “novela orçamental”, se constata que o PS e Pedro Nuno Santos “nunca quiseram negociar”. Diz que o secretário-geral dos socialistas fez uma declaração de guerra e que, ou “muda completamente de posição” ou não se encontra em condições de fazer um acordo. O líder da IL lembra que o PS aprovou o Programa de Governo aceitando o que lá estava, incluindo a descida do IRC e o IRS Jovem.

PS vai "aguardar serenamente" pela resposta do Governo

Pedro Nuno Santos explica que o Governo irá agora analisar as propostas feitas pelo PS. “Vamos aguardar serenamente pela análise que o Governo fizer”, declarou.

O líder socialista adiantou também que, para já, não há ainda mais nenhuma reunião marcada. “Mas há margem para conversar”, ressalvou.

“Se estas propostas forem aceites, o PS estará disponível para viabilizar o OE”

“Se nós conseguirmos que estas propostas sejam aceites, o Partido Socialista estará disponível para viabilizar o Orçamento do Estado”, declarou Pedro Nuno Santos.

O líder socialista ressalvou, contudo, que o Orçamento do Estado para 2025 continua, mesmo se incluir as propostas socialistas, a ser “99% da responsabilidade do Governo”.

“Em nenhum momento nós achámos ou quisemos chegar a meio caminho na elaboração do Orçamento. Não queremos ter 50% do Orçamento”, frisou. “A única coisa que estamos a dizer é que há duas medidas que teriam um impacto estrutural e que nós não podemos aceitar”, continuou.

Pedro Nuno rejeita IRC proposto pelo Governo e propõe "aprofundar dois regime"

Pedro Nuno Santos guarda para o fim a questão do IRC. Diz, neste aspeto, querer substituir a proposta do Governo pelo aprofundamento de "dois regimes".

O primeiro é um “incentivo fiscal à valorização salarial”, que passaria por um “aumento de 150% da majoração dos custos com aumentos salarais”. É uma medida que custa 40 milhões de euros.

O segundo regime é um reforço do “incentivo à capitalização das empresas, aumentando os limiares” para a dedução dos aumentos de capitais próprios, além de tornar estrutual a majoração de 50%. Uma medida que, avança, tem o custo de 60 milhões de euros.

As duas medidas têm um custo total de 100 milhões de euros.

"Há espaço para conversarmos e trabalharmos com o Governo"

Pedro Nuno Santos refere que o custo das propostas apresentadas, com impacto em 2025, será de 970 milhões de euros. O líder socialista sublinha que não queria apresentar propostas que pusessem em causa o saldo orçamental definido para 2025.

“Não acrescentamos mais despesa”, frisa, lembrando que o que o PS está a tentar fazer é retirar o valor que seria gasto com o IRS Jovem e usar o espaço orçamental que fica para “propostas mais proveitosas”.

O líder do PS ressalva, contudo, que estas propostas não são estanques, e que “há espaço” para trabalhar e conversar com o Governo.