A esquerda considera que a proposta do Governo para o Orçamento do Estado de 2026, apresentada esta quinta-feira, deixa muito a desejar. Os partidos que sustentam o Governo, por sua vez, desvalorizam as críticas e deixam no ar que a margem para negociações é curta.
Em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, a líder parlamentar do PCP, Paula Santos, defendeu que o Orçamento do Governo não traz soluções às queixas dos portugueses.
“Em relação àquilo que são os problemas concretos da vida dos trabalhadores e do povo, deixa muito a desejar”, atirou a deputada comunista.
O Livre tem a mesma opinião. A deputada Patrícia Gonçalves critica o quão pouco ambicioso diz ser o documento.
“É um orçamento que não tem medidas, que apresenta pouca ambição política”, declarou.
O PSD, pela voz de Hugo Carneiro, desvaloriza as críticas da oposição.
“Naturalmente que algum dos partidos arranjarão sempre um tema de crítica ao Orçamento. Isso faz parte”, declarou.
E se a oposição ainda pensar tentar colocar em ação a ambição que diz faltar ao Orçamento, pode encontrar barreiras. O outro partido da aliança governativa, o CDS, deixa já o aviso de que não há grande espaço para negociações.
“A margem para negociar com os partidos da oposição é reduzida. Ainda assim, existe”, concluiu Paulo Núncio, líder parlamentar do CDS.
O debate na generalidade do OE2026 deverá realizar-se nos dias 27 e 28 de outubro e a votação final global está prevista para 27 de novembro.
