Orçamento do Estado

Portagens, propinas e milhões para o Constitucional: o dia em que PS e Chega votaram lado a lado

Na véspera da votação final do Orçamento do Estado, PS e Chega uniram-se para aprovar várias medidas contra a vontade do Governo, incluindo a isenção parcial de portagens, o aumento de verbas para o Tribunal Constitucional e o congelamento das propinas do ensino superior. 

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Realiza-se na quinta-feira a votação final do Orçamento do Estado. Esta quarta-feira, PS e Chega juntaram-se para aprovar a isenção parcial de algumas portagens, o aumento de verbas para o Tribunal Constitucional e o congelamento das propinas no ensino superior.

O aviso é feito pelo Governo desde o primeiro dia. O último receio do Governo para este Orçamento confirmou-se. O Chega aprovou as propostas do PS para o fim parcial de portagens em alguns nós da A2 e A6 no Alentejo, para residentes e empresas com sede na região. Aprovou também a isenção em toda a A25.

Não foi a única coligação negativa deste dia. O PS aprovou a proposta do Chega que dá ao Tribunal Constitucional os 1,6 milhões de euros que o Governo não quis dar. E o Chega mudou o sentido de voto e juntou-se à esquerda para aprovar a proposta dos socialistas que congela o valor das propinas em 697 euros no próximo ano.

A discussão começou nas propinas e acabou nos despedimentos do Bloco de Esquerda.

Mariana Mortágua está de saída do Parlamento. Fica até ao final do ano e depois vai ser substituída pelo ex-líder parlamentar do BE, Fabian Figueiredo.