O mapa dos Pandora Papers identifica três políticos portugueses com "segredos financeiros", políticos que o semanário Expresso, que integra o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, na sigla em inglês), diz serem Manuel Pinho, Nuno Morais Sarmento e Vitalino Canas.
A pesquisa efetuada pelo Expresso revela que Nuno Morais Sarmento, atualmente vice-presidente do PSD, foi o beneficiário de uma companhia offshore registada nas Ilhas Virgens Britânicas, que serviu para comprar uma escola de mergulho e um hotel em Moçambique;
Vitalino Canas teve uma procuração passada para atuar em nome de uma companhia, também registada nas Ilhas Virgens Britânicas, para abrir contas em Macau.
Já Manuel Pinho era o beneficiário de três companhias offshore e transferiu o seu dinheiro para uma delas, quando quis comprar um apartamento em Nova Iorque.
Nas reações aos Pandora Papers, a ex-eurodeputada Ana Gomes disse que a Justiça tem de agir perante a informação divulgada sobre os políticos portugueses.
Já a líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, defendeu que é urgente mudar a lei para evitar a fuga de impostos.
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