Pandora Papers

Pandora Papers: os biliões de euros ocultados por altas figuras do Estado

Investigação levou à identificação de 29.000 companhias offshore.

Pandora Papers surgiram na sequência de uma investigação levada a cabo pelo Consócio Internacional de Jornalistas de investigação, no qual o jornal Expresso participou, provocaram uma onda de choque.

Não houve reações entre as centenas de políticos e chefes de Estado referenciados por ocultação de riqueza, fuga ao fisco e lavagem de dinheito na investigação.

Tony Blair e a mulher estão referenciados nos Pandora Papers pela compra de um edifício por 7,6 milhões de euros. A aquisição a uma companhia offshore da família de ministro do Barém evitou que o casal pagasse impostos no valor de 345.000 euros.

Na Rússia, o Kremlin foi rápido a reagir às alegações que o Presidente, Vladimir Putin, e o seu círculo próximo estão envolvidos em ocultação de riqueza, fuga ao fisco e lavagem de dinheiro.

Na República Checa, o primeiro-ministro deixou fora do registo obrigatório de interesses, a compra de um castelo no sul de França por 19 mihões de euros. Em Cannes, com outra empresa de fachada, Andrej Babis comprou depois mais sete propriedades.

O político, que defendeu um país em que os ricos ficariam felizes por pagar impostos, fala agora em difamação, a dias das eleições legislativas.

Na Jordânia, o rei Adbullah publicou um comunicado para dizer que as informações estão distorcidas e exageradas. Em causa, a revelação de que o monarca ocultou gastos de 86 milhões de euros em propriedades de luxo no Reino Unido e nos EUA.

Os gastos foram realizados em plena crise económica e social e com o reino a receber ajuda internacional.

No Quénia, o Presidente e a mãe estão identificados como beneficiários de uma Fundação secreta no Panamá, com três irmão e outros familiares. Uhuru Kennyatta ocultou quase 30 milhões de euros em ativos.

Há três anos, a BBC Kennyatta defendeu que os bens dos funcionários públicos deveriam ser declarados para que as pessoas pudessem questionar e perguntar o que era legítimo.

Mais de 300 políticos em 90 países estão referenciados em 12 milhões de ficheiros. Nos documentos investigados pelo Consórcio, surgem ainda nomes de 150 milionários.

Foram identificados os donos de 29.000 companhias offshore e transações financeiras e de património ocultadas e calculadas no valor de 10 biliões de euros, 50 vezes o valor estimado da economia de Portugal.

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