Presidência da UE

Todas as políticas devem contribuir para reduzir emissões poluentes, incluindo fiscais

União Europeia tem o objetivo de atingir a neutralidade carbónica até 2050 e a "ambiciosa meta" de reduzir para metade as emissões até 2030, lembra o vice-presidente executivo da Comissão Europeia Valdis Dombrovskis.

O vice-presidente executivo da Comissão Europeia Valdis Dombrovskis afirmou hoje que todas as políticas devem contribuir para o objetivo da redução das emissões, incluindo as fiscais, tema que está em cima da mesa da reunião informal do Ecofin.

Lembrando o objetivo definido pela União Europeia de atingir a neutralidade carbónica até 2050 e a "ambiciosa meta" de reduzir para metade as emissões até 2030, Valdis Dombrovskis precisou que "todas as políticas devem contribuir para este objetivo, incluindo as políticas fiscais".

Da agenda da reunião informal dos ministros das Finanças da UE/Ecofin), que está a decorrer no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, constam dois painéis em discussão: um primeiro, dedicado à recuperação 'verde' da economia e aos impostos ambientais, aberto pelo comissário europeu Paolo Gentiloni, e um segundo dedicado a questões mais estruturais da recuperação, apresentado pelo diretor do 'think-tank' Bruegel, Guntram Wolff.

Questionado, à entrada para o Ecofin, sobre a leitura da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, de que algumas economias apenas irão recuperar em 2023, o vice-presidente da Comissão Europeia sublinhou as mais recentes previsões da CE, que apontam que a recuperação económica será mais rápida do que o esperado anteriormente.

"A recuperação económica está a melhorar de forma gradual", referiu, acrescentando que, com a retirada gradual das medidas de restrição impostas para controlar a pandemia e a campanha de vacinação, "podemos esperar uma forte recuperação na segunda metade deste ano e também em 2022".

Na conferência de imprensa realizada esta sexta-feira depois de uma reunião informal do grupo de ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo), Christine Lagarde, salientou a importância de se manterem apoios a quem só vai conseguir recuperar da crise causada pela covid-19 em 2023, e não já no próximo ano.

"Aqui estou a falar das pessoas que ou estão atualmente em subemprego [tempo parcial, por exemplo] ou em inatividade, para quem vemos o regresso de uma situação melhor em 2023, não em 2022", referiu.

No final da reunião informal de hoje do Ecofin haverá uma conferência de imprensa que contará com a presença de João Leão, ministro português das Finanças, do vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Luis de Guindos e do vice-presidente executivo da Comissão Europeia Valdis Dombrovskis.

Portugal assume a presidência do Conselho da União Europeia durante o primeiro semestre deste ano.