Operação Marquês

Juiz Ivo Rosa fica em exclusivo com a instrução da Operação Marquês

Carlos Alexandre fica com os outros casos do Tribunal Central de Instrução Criminal.

O juiz Ivo Rosa vai manter-se em exclusividade com o processo da Operação Marquês até que haja decisão instrutória.

Até lá, Carlos Alexandre vai continuar responsável por todos os outros processos do Tribunal Central de Instrução Criminal. Há cinco meses que este tribunal tem apenas dois juízes, mas o Conselho Superior da Magistratura não prevê mudanças.

A Operação Marquês

A Operação Marquês tem arguidos 19 pessoas e nove empresas e está relacionada com a prática de mais de 170 crimes de natureza económico-financeira.

José Sócrates está acusado de corrupção passiva de titular de cargo político, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal qualificada.

O Ministério Público sustenta que Sócrates recebeu cerca de 34 milhões de euros, entre 2006 e 2015, a troco de favorecimentos a interesses do ex-banqueiro Ricardo Salgado no GES e na PT, bem como para garantir a concessão de financiamento da CGD ao empreendimento Vale do Lobo, no Algarve, e favorecer negócios do Grupo Lena.

Na Operação Marquês estão ainda acusados, o ex-administrador do Grupo Lena Joaquim Barroca, Armando Vara, antigo ministro e ex-administrador da CGD, Henrique Granadeiro (ex-gestor da PT), tal como Zeinal Bava, e José Paulo Pinto de Sousa (primo de Sócrates), entre outros.

O processo foi investigado durante mais de três anos, culminado com uma acusação com cerca de quatro mil páginas.