O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, diz que Washington está disponível para negociar com o Irão. Depois de ter sido dada como certa uma reunião esta sexta-feira em Istambul entre delegações dos dois países, o Irão terá mudado de ideias.
Apesar da Força Aérea dos Estados Unidos ter comunicado esta terça-feira que abateu um drone iraniano que se teria aproximado do porta-aviões Abraham Lincoln, no Mar Arábico, o chefe da diplomacia dos Estados Unidos voltou a sublinhar a vontade de privilegiar uma solução negociada.
"No fim de contas, os EUA estão preparados - e sempre estiveram preparados - para dialogar com o Irão. Quanto ao tema dessas discussões e ao que deve constar da agenda, para que as negociações levem a algo significativo, acho que elas terão de incluir certos pontos, nomeadamente o alcance dos mísseis balísticos, o apoio a organizações terroristas em toda a região, o programa nuclear e o tratamento dado ao próprio povo", disse Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA.
O regime iraniano, enfraquecido pelos protestos, pela profunda crise económica e pelo crescente isolamento internacional, parece também condenado a tentar a via diplomática.
No entanto, a ideia do encontro entre o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano e o enviado especial de Donald Trump se realizar na Turquia não terá agradado. Omã deverá ser o novo palco para a reunião.
Os aliados de Washington no Golfo Pérsico temem que uma guerra entre os Estados Unidos e o Irão possa arrastar toda a região para um lugar muito pouco seguro.
"Quanto ao que está a acontecer no Irão e às negociações que estão a decorrer agora na Turquia e que foram agora transferidas para Omã, esperemos que se chegue a uma solução pacífica", afirmou Ahmed Al-Sabah, primeiro-ministro do Kuwait.

