Tragédia em Pedrógão Grande

Pedrógão Grande. A tragédia que deixou famílias sem teto e o país em estado de choque

Foi o incêndio mais mortífero de Portugal.

A 17 de junho de 2017, as chamas mataram 66 pessoas em Pedrógão Grande. Uma tragédia que deixou dezenas de famílias sem teto e sem perspetiva, e o país em estado de choque.

Perderam-se 500 habitações e a área ardida ascendeu aos milhares de hectares.

17 de junho. Como tudo começou

O calor intenso tinha deixado o país em alerta máximo naquele 17 de junho. Os termómetros rondavam os 40 graus em muitas regiões. Uma descarga elétrica numa linha de média tensão, ao início da tarde, por volta das 14:30, em Escalos Fundeiros, terá estado na origem do primeiro incêndio.

Pelas 16:00, outro foco terá sido registado em Regadas.

Os bombeiros enfrentaram as chamas, mas no terreno seriam surpreendidos, tal como a GNR, pela rapidez com que as labaredas de um e outro foco se juntaram, descontroladas. Várias aldeias foram devastadas num ápice, e quem estava em fuga, na estrada que liga Castanheira de Pera a Figueiró dos Vinhos, estava, de repente, no túnel de morte.

Cinco concelhos do distrito de Leiria foram afetados: Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, Alvaiázere e Ansião.

Além das vítimas mortais, o fogo feriu 254 pessoas entre civis, bombeiros e militares da GNR. Perto de 50 empresas foram afetadas e perderam-se, então, cerca de 400 postos de trabalho.

O incêndio mais mortífero de Portugal foi considerado extinto cinco dias depois, a 22 de junho de 2017.