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Covid-19. Especialistas garantem que reações adversas à vacina são normais

Foram registadas quase sete mil suspeitas de reações adversas à vacina contra a covid-19 em Portugal, até maio. 

O Infarmed registou quase sete mil suspeitas de reações adversas à vacina contra a covid-19 em Portugal. Números que estão dentro do expectável e que não devem gerar preocupação, de acordo com os especialistas.

Do total de vacinas administradas - cinco milhões e meio até ao final de maio -, perto de sete mil podem ter provocado uma reação adversa, ou seja, em 0,12% dos casos em que foi administrada uma vacina contra a covid-19, o paciente pode ter tido algum efeito secundário nos dias seguintes.

Esta estatística não deve ser fonte de preocupação, defendem os especialistas, já que são habituais em reação a qualquer vacina.

Estes números, divulgados pela Autoridade do Medicamento, que monitoriza a segurança das vacinas contra a covid-19, revelam que 40% dos casos notificados foram considerados graves, mas é importante esclarecer o que significa esta definição:

"Se uma determinada reação levar a uma incapacidade de ir trabalhar 1 dia ou 2 já é considerado grave. Mas não é grave do ponto de vista clínico", explica à SIC o investigador do Instituto de Medicina Molecular Miguel Prudêncio.

Ainda assim, dentro desta categoria registaram-se 44 mortes em pessoas que tinham recebido a vacina contra a covid-19.

A marca de vacinas que registou mais reações adversas suspeitas foi a Pfizer, seguida da AstraZeneca, da Moderna, e da Johnson & Johnson. Os números são proporcionais ao número de vacinas já administradas de cada uma destas marcas.

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