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Favorecimento na vacinação da covid? Arquivado inquérito de ex-autarca de Reguengos de Monsaraz

Favorecimento na vacinação da covid? Arquivado inquérito de ex-autarca de Reguengos de Monsaraz
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Procuradora diz que, durante a investigação, “não se aferiu que tivesse havido algum favorecimento”.

O Ministério Público (MP) considerou não se ter verificado crime e arquivou o inquérito relacionado com o eventual favorecimento do antigo presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz José Calixto na toma da vacina contra a covid-19.

Segundo o despacho de arquivamento, datado do dia 11 deste mês e ao qual a agência Lusa teve hoje acesso, a procuradora Joana Diogo sustenta que, durante a investigação, "não se aferiu que tivesse havido algum favorecimento".

"Determino o arquivamento dos autos, por não se ter verificado crime", pode ler-se no despacho.Em janeiro de 2021, poucos dias depois de terem chegado a Portugal as primeiras vacinas contra a covid-19, foi noticiado que o então autarca de Reguengos de Monsaraz (Évora) já tinha sido vacinado, enquanto presidente de uma fundação gestora de um lar.

A Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS) justificou, na altura, a vacinação do autarca e do também presidente da instituição por ser uma das pessoas com "contacto regular direto com os utentes" do lar.

Já a abertura de inquérito relativo à vacinação contra a covid-19 de "responsáveis autárquicos" em Reguengos de Monsaraz e de outros concelhos foi divulgada, no dia 18 de fevereiro do mesmo ano, pelo Ministério Público.

No despacho do MP sobre o caso de Reguengos de Monsaraz, é salientado que, "das diligências de investigação, não se aferiu que tivesse havido algum favorecimento na integração dos membros do conselho de administração como profissionais elegíveis à vacinação".

“Foram indicados apenas os membros que participavam ativamente na fundação, excluindo-se os que não tivessem uma situação ativa, tal como aconteceu com António Medinas (então vogal da FMIVPS)”.

De acordo com o despacho de arquivamento, também "não se demonstrou que os visados tivessem consciência de que pudesse existir alguma irregularidade no processo de vacinação contra a covid-19".

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