A vacinação em Portugal e no Mundo

Suspender patentes das vacinas resolve o problema? Saiba qual a posição da UE no G7

Estados Unidos e União Europeia querem estar na linha da frente do combate global à covid-19.

A um dia do arranque da cimeira do G7, os Estados Unidos anunciam que vão doar 500 milhões de vacinas aos países mais pobres até junho do próximo ano.

"Temos de pôr fim à cov1d-9, não só nos Estados Unidos, como estamos a fazer, mas em todo o lado", disse o Presidente norte-americano, Joe Biden.

Já o Parlamento Europeu apela à suspensão de patentes para melhorar o acesso global a vacinas, mas esta opção continua a não convencer Bruxelas nem a maioria dos países europeus.

Têm sido várias as trocas de recados entre os dois lados do atlântico sobre a partilha de vacinas. Washington mostrou abertura às suspensão de patentes, mas não fez qualquer proposta concreta.

"Do ponto de vista multilateral, tanto a Argentina como a Espanha defendem a liberalização das das vacinas para que sejam consideradas um bem público mundial", disse o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

Mas, em Bruxelas, a posição dos Estados-membros sobre a suspensão das patentes vai noutra direção. Apesar de considerar uma boa ideia, o Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, considera que não é "uma bala mágica".

O Parlamento Europeu pensa de forma diferente e, esta quinta-feira, aprovou uma resolução a pedir a suspensão das patentes para melhorar o acesso global às vacinas.

Na cimeira do G7, Charles Michel vai defender o reforço da capacidade de produção de vacinas em todo o mundo , nomeadamente em África e na América Latina, num projeto em que a UE vai investir mil milhões de euros.