Os números da Covid-19

Portugal com mais 3 mortes e 291 novos casos de covid-19 em 24 horas

Armando Franca

Índice de transmissibilidade e taxa de incidência voltaram a subir.

Portugal contabiliza esta segunda-feira mais 3 mortes e 291 novos casos de covid-19, segundo o relatório diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 18.100 mortes e 1.080.097 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando ativos 30.205 casos, menos104 em relação a domingo.

O boletim da DGS revela que estão internados 312 doentes, mais 17. Nos cuidados intensivos estão 62 doentes, mais 1.

Os dados indicam ainda que mais 392 doentes foram dados como recuperados, fazendo subir para 1.031.792 o número total de recuperados desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.

As autoridades de saúde têm sob vigilância 21.174 contactos, menos 222 relativamente ao dia anterior.

Os três óbitos, de pessoas com mais de 80 anos, foram registados na região Norte.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se entre os idosos com mais de 80 anos (11.809), seguidos da faixa etária entre os 70 e os 79 anos (3.875).

Do total de vítimas mortais registadas até à data, em Portugal 9.495 eram homens e 8.605 mulheres.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 580.019 mulheres e 499.336 homens, segundo os dados da DGS, segundo os quais há 742 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que esta informação não é fornecida de forma automática.

Entre as novas infeções destacam-se as faixas etárias dos 20 aos 29 anos (mais 52), dos 40 aos 49 anos (mais 48), dos 30 aos 39 (mais 48), dos 0 aos 9 anos (mais 35), dos 50 aos 59 anos (mais 26), dos 10 aos 19 (mais 21), seguidas dos mais de 80 anos (mais 25), dos 60 aos 69 anos (mais 19), e dos 70 aos 79 anos (mais 16).

A região de Lisboa e Vale do Tejo e a região Norte têm 67 por cento das infeções assinaladas nas últimas 24 horas.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificadas 102 novas infeções, contabilizando-se até agora nesta área geográfica 417. 135 casos e 7.707 mortos.

A região Norte registou 93 novas infeções por SARS-CoV-2, totalizando 413.475 casos de infeção e 5.585 óbitos desde o início da crise pandémica.

Na região Centro registaram-se mais 31 casos, perfazendo 144.738 infeções e 3.169 mortos.

No Alentejo foram assinalados 22 novos casos de infeção, totalizando 39.783 contágios e 1.047 mortos desde o início da pandemia.

Na região do Algarve, o boletim de hoje da DGS contabiliza 16 novos casos, acumulando-se 43.373 contágios pelo SARS-CoV-2 e 475 óbitos.

A região Autónoma da Madeira contabilizou cinco novos casos, somando 12.454 infeções e 73 mortes devido à doença covid-19 desde março de 2020.

Nas últimas 24 horas, e segundo a DGS, os Açores registaram 22 novos casos, o que eleva para 9.139 contágios desde o início da pandemia e 44 mortes devido à doença.

As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da DGS.


R(T) E TAXA DE INCIDÊNCIA SOBEM

A taxa de incidência nacional subiu de 84,2 para 84,3 casos de infeção por 100 000 habitantes. No continente também aumentou de 84,4 para 84,7 casos por 100 000 habitantes.

O R(t) no continente e a nível nacional estavam em 1,0, situando-se neste momento em 1,01 a nível nacional e em 1,02 no continente.

Os dados dos indíces R(t) e da incidência são atualizados à segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira.

Vacinação simultânea da gripe e covid-19 não deverá provocar reações mais graves, diz Marta Temido

A ministra da Saúde, Marta Temido, esclareceu, esta segunda-feira, que não é esperado que a toma simultânea de vacinas contra a covid-19 e contra a gripe provoque efeitos secundários mais graves, no entanto ressalva que qualquer vacina pode provocar reações adversas.

"Qualquer vacina pode sempre causar alguma reação e as pessoas devem estar atentas ao seu próprio organismo."

Marta Temido garante ainda que a "eficácia e segurança das vacinas permanece idêntica no caso da coadministração ou no caso da administração em separado".

A partir desta segunda-feira, quem for chamado ao Centro de Saúde ou ao centro de vacinação pode levar as duas vacinas, desde que em braços diferentes. No entanto, a ministra da Saúde explica que quem preferir pode tomar em separado. Para isso terá de informar o profissional de saúde, que faz a marcação da outra vacina, e de dar 14 dias de intervalo entre as duas tomas.

O ritmo da vacinação deverá aumentar em novembro, porque "a administração das vacinas da gripe e da covid-19 exige que se combine muito bem os prazos de entrega", esclarece Marta Temido, acrescentando que as pessoas vão continuar a ser "convocadas através dos mecanismos habituais".

Segundo as previsões da Direção-Geral da Saúde, cerca de dois milhões de pessoas deverão ser vacinadas nesta modalidade.

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