Só nos primeiros oito meses deste ano, foram apoiadas pela Associação de Apoio à Vítima (APAV) mais de 14.000 pessoas - mais de metade eram novas vítimas. A APAV alerta, sobretudo, para o aumento do número de casos de violência contra crianças e idosos.
Maior parte são mulheres e têm entre os 35 e os 44 anos. Mais de metade das pessoas que procuraram a APAV, entre janeiro e agosto, são novas vítimas.
A associação sublinha que é a violência doméstica que continua a ser a mais praticada e em contexto familiar.
No ano passado, foram feitos cerca de 16.000 pedidos de ajuda à APAV. Este ano, e apenas nos primeiros oito meses, já houve mais de 14.000.
Lisboa, Faro e Braga são os distritos onde há maior concentração dos casos.
De acordo com os números da APAV, mais de 60% dos agressores são homens e em mais de metade das vezes, é namorado, pai ou até filho da vítima.
Para além disso, os atrasos nos tribunais contribuem para que as queixas sejam retiradas.
Numa altura em que, apesar do número de queixas estar a aumentar, a APAV reforça que é urgente investir na prevenção e na garantia do apoio jurídico.
