Meteorologia

Entrevista SIC Notícias

Choveu como se fosse um "balde de água descarregado instantaneamente", o que pode ser feito no futuro?

As chuvas serão cada vez mais intensas e num curto espaço de tempo, como se fosse um "balde de água descarregado instantaneamente". Nesse sentido, o vice-presidente da Associação de Técnicos de Segurança e Proteção Civil identifica alguns problemas e avisa: "É preciso minimizar impactos no futuro".

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Jorge Silva, vice-presidente da Associação de Técnicos de Segurança e Proteção Civil, alerta que as chuvas serão cada vez mais intensas e num curto espaço de tempo e deixa algumas recomendações às autoridades para minimizarem impactos no futuro.

Em entrevista na SIC Notícias, explica que choveu com "grande intensidade num curto espaço de tempo" e que, por isso, os sistemas de escoamento à superfície "não tiveram capacidade" para escoar a água.

O responsável exemplifica:

"É a diferença entre ter um chuveiro de água e um balde de água descarregado instantaneamente. A quantidade é mais ou menos nesta [segunda] tipologia"

Jorge Silva explica que um dos "grandes problemas" é as grelhas de escoamento à superfície "não terem dimensão suficiente" ou estarem entupidas com folhas, lixo e terra.

Face à "falha estrutural", apela:

"Temos de olhar para o presente e arranjar formas de poder minimizar os impactos no futuro, que terá chuvas cada vez mais intensas num curto espaço de tempo", afirma.

Para isso, sugere que as autoridades olhem para os locais afetados no presente e "dimensionem as condutas" de escoamento subterrâneo e aumentem as grelhas à superfície.

Na SIC Notícias, o vice-presidente da Associação de Técnicos de Segurança e Proteção Civil sugere ainda a implementação de localizadores que permitam a abertura de tampas sem riscos para quem circular e a retirada de lixo e folhas da via.