Os próximos dias vão ser de muita chuva e vento forte. O climatologista Mário Marques diz que a depressão Cláudia "vai ter várias fases ao longo dos próximos dias". Para esta quarta-feira, o período mais crítico, a nível de precipitação, "deverá ser a seguir ao almoço".
No que diz respeito ao vento, este deverá "soprar de uma forma muito mais intensa" a partir de amanhã, onde as rajadas poderão ultrapassar os 100 km/h.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou Portugal continental sob aviso amarelo devido à precipitação. A partir das 21:00, pelo menos 11 distritos passam a estar sob aviso laranja (Aveiro, Beja, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal e Viseu).
Também o arquipélago da Madeira está esta quarta-feira sob aviso amarelo até às 09:00. O aviso volta a estar e vigor a partir das 18:00.
De acordo com um comunicado do IPMA, a Madeira já vai sentir os efeitos da depressão Cláudia a partir do final da tarde desta quarta-feira, "com a passagem de uma ondulação frontal (...) com impacto significativo entre a madrugada de dia 12 e o final da manhã de dia 13".
"Adicionalmente, as ondas são de noroeste e irão aumentar para 3 a 4,5 metros de altura significativa a partir do dia 13", pode ler-se no mesmo comunicado.
Alertas da Proteção Civil
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) emitiu um aviso à população a alertar não só para os efeitos que a depressão Cláudia pode causar mas também com medidas preventivas que devem ser adotadas para evitar ou, pelo menos, minimizar alguns efeitos adversos.
As recomendações e comportamentos a seguir são:
- garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
- garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
- ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
- ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;
- não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar;
- evitar o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
- adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;
- não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas; e,
- retirar das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens para locais seguros.

