Meteorologia

APA alerta para subida dos caudais dos rios nos próximos dias

Em entrevista à SIC Notícias, José Pimenta Machado apelou à população para evitar comportamentos de risco e estar atenta aos avisos da Proteção Civil.

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O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, alertou esta segunda-feira para a subida dos caudais de vários rios em Portugal continental nos próximos dias, devido à passagem da frente meteorológica Joseph.

Em entrevista à SIC Notícias, o responsável pediu que a população evite comportamentos de risco e esteja atenta aos avisos da Proteção Civil.

Segundo José Pimenta Machado, "a frente Joseph está a entrar pelo norte de Portugal, pela Galiza. Neste momento, em Caminha e Viana do Castelo vai ocorrer mais precipitação. Por isso, os caudais do rio Minho, do rio Lima e do rio Cávado vão aumentar".

"Apelo às populações marginais dessas bacias, em particular Ponte da Barca, Ponte de Lima, Monção e Melgaço, para que estejam atentos às indicações", acrescentou.

O presidente da APA explicou ainda que a frente vai deslocar-se para sul, afetando toda a zona do Tâmega e do Douro.

"Um alerta especial para a população de Amarante e de Chaves: respeitem os alertas da Proteção Civil e mantenham-se atentos à evolução da situação", disse José Pimenta Machado.

Sobre o centro e sul do país, o responsável acrescentou que "na bacia do Vouga e do Mondego teremos um desagravamento em Coimbra, no Mondego, mas um agravamento no Vouga".

"Toda a zona de Águeda ficará muito exposta a cheias do rio Águeda, por efeito do aumento do caudal do rio Vouga", explicou.

O Tejo também está sob vigilância, com atenção especial às zonas mais vulneráveis, como Santarém e Almeirim.

"Toda a bacia do Tejo é sensível a cheias. É fundamental que a população esteja atenta aos alertas", reforçou José Pimenta Machado.

Durante a entrevista, José Pimenta Machado lembrou ainda que os solos já se encontram saturados.

"São muitas frentes seguidas. Os solos estão encharcados e qualquer precipitação transforma-se em escoamento, aumentando a pressão sobre rios, ribeiras e barragens", explicou.

Quanto aos cuidados que a população deve ter, o responsável reforçou: "Não se aproximem das marginais nem das zonas ribeirinhas. Respeitem rigorosamente os alertas da Proteção Civil."