Meteorologia

Redes sociais espelham o rasto de destruição: milhares de vídeos mostram os danos causados pela depressão Kristin

A violência do temporal é evidente nas imagens gravadas por cidadãos nas zonas mais afetadas. Muitas são as partilhas de árvores derrubadas e carros danificados, imagens que ajudam a perceber a dimensão dos estragos.

Trabalhadores da Câmara Municipal de Lisboa (CML), retiram uma árvore caída em cima de um automóvel
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Nas redes sociais, há milhares de fotografias e vídeos que mostram os estragos que a Depressão Kristin fez ao longo de todo o país, durante a madrugada desta quarta-feira.

Paulo Ferreira foi um dos cidadãos que partilhou um vídeo, que filmou com uma câmara de vida selvagem, onde se vê o vento a deformar e derrubar pinheiros, por volta das 05:30 horas, em Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco.

Os vídeos partilhados mostram que por volta das 04:00 horas o cenário em São Mamede, no distrito de Leiria, era similar, com o registo de rajadas de ventos fortes, nesta que foi uma das zonas mais afetadas pelo temporal.

Já perto das 04:30 horas, em Torres Novas, João Alexandre diz ter saído de casa para fechar o toldo de um bar, no centro da cidade, e relata nas redes sociais que estava "um vento de meter respeito". João diz que o cenário parecia de um filme, onde as estradas estavam cheias árvores arrancadas e placas derrubadas.

Já depois do período mais crítico, há relatos de pessoas que relatam um cenário era idêntico, na A8, rumo a Óbidos. O Diário das Beiras mostra imagens de um veículo pesado tombado na estrada de acesso à Figueira da Foz, no IC1.

No entanto, a maioria das ocorrências registadas no país diz respeito à queda de várias árvores, uma das consequência dos ventos fortes que se fizeram sentir em diversos pontos do país, essencialmente em Lisboa, Torres Vedras e Sintra.

As imagens são chocantes e chegam de Norte a Sul do país. Há carros danificados, telhados arrancados, montras partidas, estruturas derrubadas, consequência da tempestade Kristin, que trouxe ventos fortes, a ultrapassarem os 100 quilómetros por hora em alguns pontos do país.

Na região de Cordoba, em Espanha, também já há registos de vários estragos à semelhança do que aconteceu em Portugal.