O comandante Augusto Arnaut mostra-se desolado ao ver o estado em que ficaram as camaratas, depois da tempestade ter arrancado parte do telhado do quartel dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande.
Estão a ser realizados alguns trabalhos provisórios no quartel, uma vez que o telhado saltou com o vento e, por isso, chove no interior. É fundamental que as condições regressem à normalidade para que os operacionais consigam assegurar o socorro à população.
O comandante diz que "é necessário resolver com o município e com a direção" a situação em que se encontra o posto dos bombeiros.
Para desenrascar os bombeiros colocaram alguidares e panelas para amparar a água que entra no posto de bombeiros.
Há telhas levantadas e chaminés que foram partidas com a força da tempestade, um cenário que se repete por todo o concelho.
"Infelizmente uma parte substancial do nosso parque habitacional, diria mesmo na ordem dos 80% sofreu danos", refere João Manuel Gomes Marques, presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande.
Sem luz e sem a antena de comunicações, no quartel, o telefone satélite é a única forma de manter contacto com as equipas no exterior.
Os operacionais estão a fazer um ponto da situação para perceber que meios têm à disposição para prestar socorro a quem mais precisa.