Meteorologia

Registadas mais de 8.000 ocorrências devido à depressão Kristin

A maioria das ocorrências registadas foram quedas de árvores, quedas de estruturas, inundações, movimentos de massa e limpezas de vias.

Registadas mais de 8.000 ocorrências devido à depressão Kristin
PAULO CUNHA/LUSA

A Proteção Civil regista até ao momento cinco mortos e 8.160 ocorrências provocadas pela passagem da depressão Kristin por Portugal continental, maioritariamente queda de árvores e de estruturas, sendo as regiões mais afetadas Lisboa, Oeste e Coimbra.

De acordo com um balanço da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANEPC) até às 17:00 desta quinta-feira, e desde as 16:00 de dia 27, estão contabilizadas cinco vítimas mortais devido à passagem da depressão Kristin, contabilizando já a morte de uma mulher de 85 anos, em Ribeira de Alcantarilha, Silves, na quarta-feira, depois de o veículo onde seguia ter sido arrastado por um ribeiro.

A Proteção Civil contabiliza ainda "uma vítima mortal em Vila Franca de Xira, na sequência da queda de uma árvore sobre um veículo ligeiro; uma vítima em Carvide, atingida por uma chapa metálica; uma vítima em Fonte Oleiro, encontrada em paragem cardiorrespiratória numa obra; e uma vítima em Carvide, que ficou presa na estrutura da habitação".

Das mais de 8.000 ocorrências registadas até às 17:00 desta quinta-feira, 1.310 aconteceram na Grande Lisboa, 1.141 na zona Oeste e 802 na região de Coimbra, sendo estas as três regiões com maior número de ocorrências.

A ANEPC contabiliza até ao momento 4.554 quedas de árvores; 1.685 quedas de estruturas; 848 inundações; 527 movimentos de massa; 517 limpezas de vias.

Houve ainda 17 salvamentos terrestres e 12 salvamentos aquáticos.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.