Meteorologia

Proteção civil registou mais de 190 ocorrências entre as 00:00 e as 08:00

A região mais afetada foi a de Coimbra com 53 ocorrências, seguida da de Leira com 23, e pelas Beiras e Serra da Estrela com 15.

Estragos provocados pela depressão Kristin em Leiria
Estragos provocados pela depressão Kristin em Leiria
PAULO CUNHA/LUSA

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 190 ocorrências, entre as 00:00 e as 08:00 relacionadas com o mau tempo, a maioria na região de Coimbra e Leiria, disse à Lusa José Miranda.

"Entre as 00:00 e as 08:00 foram registadas 192 ocorrências, 79 das quais quedas de árvores, 62 inundações de via e 28 quedas de estruturas", adiantou José Miranda, da ANEPC, acrescentando que esta noite, comparativamente ao dia de quarta-feira, foi mais calma.

A região mais afetada foi a de Coimbra com 53 ocorrências, seguida da de Leira com 23, e pelas Beiras e Serra da Estrela com 15.

"As restantes ocorrências foram registadas um pouco por todo o território do continente. Quanto a estradas, municipais há muitas interditas, mas ainda estamos a recolher informação", indicou.

Num balanço anterior, a ANEPC, relativo ao período entre as 00:00 e as 22:00 de quarta-feira em Portugal continental, tinha registado mais de 5.400 ocorrências, envolvendo o empenhamento de mais de 18.000 operacionais, tendo as regiões de Leiria e do Oeste sido as mais afetadas pelo mau tempo a nível de danos.

A maioria das ocorrências estavam relacionadas com queda de árvores (3.375) e queda de estruturas (1.138).

Hoje de manhã ainda se mantinham suspensas, devido a problemas causados na via pelo mau tempo, as Linhas da Beira Baixa, do Oeste e do Norte, entre Porto e Lisboa, para os comboios de longo curso e serviço regional entre Coimbra B e Entroncamento.

A passagem da depressão Kristin pelo território português na quarta-feira deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.