Depois da depressão Kristin ter deixado o país em alerta máximo e um rasto de destruição em Portugal, as condições meteorológicas vão melhorar. O vento irá 'acalmar', assim como a agitação marítima. No entanto, a chuva vai continuar a fazer-se sentir, sobretudo no Norte e Centro do país.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê uma melhoria do estado do tempo, uma vez que a depressão Kristin afastou-se de Portugal em direção a Espanha.
Toda a costa de Portugal continental, que estava sob aviso vermelho, o mais grave, para a agitação marítima está esta quarta-feira à noite a laranja e passará a amarelo ao longo do dia de quinta-feira.
O vento também já não será um problema nos próximos dias. A partir das 06:00 de quinta-feira, todos os distritos estarão 'a verde'.
A chuva ainda preocupa e pode afetar, com particular intensidade, as regiões Centro e Norte. Há 11 distritos sob aviso amarelo para a precipitação. Desses, quatro até às 09:00 de quinta-feira e os restantes até ao 12:00.
As previsões do IPMA apontam para queda de neve "nos pontos mais altos" da Serra da Estrela a partir do meio da tarde de quinta-feira.
Apesar da melhoria do estado do tempo, as autoridades alertam que se deve manter a vigilância.
A depressão Kristin deixou um rasto de destruição em Portugal. As rajadas de vento chegaram aos 176 km/h. Há registo de danos em todas as regiões, a mais afetada foi Leiria. Caíram árvores e estruturas, milhares de casas ficaram sem luz e sem água e muitas escolas fecharam. Pelo menos 5 pessoas morreram.
Depressão Kristin em Espanha
A Agência Nacional de Meteorologia (Aemet) espanhola colocou sob aviso todas as regiões autónomas do país, à exceção das ilhas Canárias (no Atlântico) e Navarra (nordeste), devido ao vento forte, neve, chuva e ondulação marítima.
O temporal está a provocar atrasos e suspensões em comboios e em ligações aéreas.
A queda de neve está já a provocar vários problemas, sobretudo nas regiões de Castela La Mancha, Castela e Leão, e Madrid.
O vento forte e a chuva estão a ter maior impacto na Extremadura e na Andaluzia, onde há risco de inundações. Nesta região, foram canceladas as aulas em 77 municípios.
O chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, pediu que se evitem deslocações desnecessárias.
