A passagem da depressão Kristin por Portugal continental na madrugada e manhã desta quarta-feira deixou um rastro de destruição em especial nos distritos de Leiria e de Coimbra.
Em entrevista ao Jornal da Noite, da SIC, o climatologista Carlos da Câmara explicou que a passagem da depressão Kristin por Portugal é um fenómeno que se repete de tempos em tempos.
Segundo o especialista, situações como esta, que geram condições meteorológicas extremas, são resultado de uma combinação de fatores.
"Não é o primeiro nem será o último. Já tem ocorrido este tipo de inverno. Como todas as situações que levam a extremos meteorológicos, tal e qual como todas as situações que levam a desastres, um avião nunca cai só por uma razão, é sempre uma conjunção de fatores. Aqui temos uma conjunção de fatores que levou. de facto, a esta situação" apontou.
A maioria das ocorrências registadas pela ANEPC refere-se a quedas de árvores e de estruturas, movimentos de massa, inundações e obstrução de vias em vários distritos do país, estando ao final da tarde ainda 24 estradas ou autoestradas com a circulação condicionada.
Verificaram-se ainda danos em viaturas e habitações, que provocaram desalojados em vários concelhos atingidos pela Kristin, assim como o condicionamento de serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de água e comunicações
A depressão deixou ainda cerca de um milhão de pessoas sem energia elétrica, que tem sido gradualmente reposta ao longo do dia.
