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Depressão Kristin deixa dezenas de desalojados em Alcobaça e com 75% do concelho sem eletricidade

O município está a fazer o levantamento dos estragos, classificados como muito elevados, enquanto providencia realojamento das pessoas afetadas e abastecimento de água através de veículos devido aos problemas elétricos.

Depressão Kristin deixa dezenas de desalojados em Alcobaça e com 75% do concelho sem eletricidade
CARLOS BARROSO

A passagem da depressão Kristin por Alcobaça na quarta-feira causou "dezenas de desalojados" e danos em habitações e empresas, assim como na rede elétrica, afetando 75% do concelho, disse esta quinta-feira o vice-presidente do município.

"Temos dezenas de pessoas desalojadas que foram realojadas sobretudo em casas de familiares", devido a danos nas habitações, afirmou o vice-presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Mateus, que é também responsável pela Proteção Civil.

Neste concelho do distrito de Leiria, um dos mais afetados da região Oeste pelo mau tempo, registaram-se várias feridos ligeiros e uma vítima com ferimentos de maior gravidade num parque de campismo.

Ainda segundo Paulo Mateus, o município está ainda a fazer o levantamento das ocorrências e dos estragos, mas num balanço muito preliminar foi possível apurar que 75% do concelho está com "falhas de eletricidade".

E, acrescentou, devido aos problemas de fornecimento elétrico, há veículos a abastecer os reservatórios de água para evitar falhas no abastecimento de água.

Relativamente a prejuízos em empresas, o vice-presidente da Câmara de Alcobaça adiantou que registaram-se estragos em instalações, além de prejuízos devido à falta de eletricidade. No geral das situações, "os prejuízos são muito elevados", salientou, sem conseguir detalhar.

Na agricultura, "a mancha florestal" do Estado e de privados, composta sobretudo por pinheiros, ficou "completamente destruída", além de existirem prejuízos relacionados com danos em estruturas e perda de outras culturas.

Um rasto de destruição por todo o país

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.


Com LUSA