Meteorologia

PS critica atuação do Governo após tempestade e vai apresentar "medidas concretas"

Carlos César criticou a falta de prontidão inicial do Governo, apesar dos avisos meteorológicos internacionais, e defendeu que algumas situações podiam ter sido evitadas com melhor preparação.

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O presidente do Partido Socialista (PS), Carlos César, disse este domingo que algumas das medidas anunciadas pelo Governo para recuperação das zonas afetadas pelo mau tempo são "recorrentes e repetitivas" e na segunda-feira o partido apresentará o seu contributo.

"Algumas dessas medidas são medidas recorrentes e repetitivas em relação a ocasiões anteriores. Há medidas positivas, mas há medidas insuficientes", afirmou Carlos César aos jornalistas, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, após ter votado antecipadamente na segunda volta das eleições presidenciais de domingo.

Segundo o dirigente socialista, na segunda-feira, o partido "terá um conjunto de reuniões internas durante a manhã, para apreciar um conjunto de documentos que tem vindo a elaborar nestes últimos dias e nestas últimas horas e apresentará o seu contributo com medidas concretas para melhorar aquilo que o Governo hoje apresentou aos portugueses, para fazer face à situação que foi criada e que, em alguns casos, podia ter sido evitada".

Confira os apoios anunciados pelo Governo aos afetados pela depressão Kristin

"Porque é preciso não esquecer que houve avisos meteorológicos internacionais, localizando todos esses eventos exatamente no território do continente e a prontidão e o posicionamento de meios que estamos agora a assistir, era a mesma prontidão e posicionamentos de meios que devia ter existido antes destas ocorrências mais tristes destes últimos dias", justificou.

E prosseguiu: "Amanhã, o que é importante é que o Governo, o Partido Socialista e todos aqueles que estiverem interessados em contribuir para a ultrapassagem rápida destas dificuldades e para os meios de socorro das populações, contribuam efetivamente. E nós, amanhã [segunda-feira] faremos isso".

Para o presidente do PS, o Governo "respondeu muito mal" na primeira fase das ocorrências, "não tendo tido a prontidão do posicionamento de meios, a coordenação necessária, a convocação da Comissão Nacional de Proteção Civil, a ativação dos planos de emergência".

Apontou que no início "não fez o que agora está a fazer e vê-se bem a diferença".

Para o socialista, o que é importante é que esta fase "corra melhor e que, sobretudo, sejam tomadas medidas imediatas de curto prazo e também de médio prazo para as quais o Partido Socialista amanhã [segunda-feira] mesmo apresentará a sua contribuição ao Governo, com medidas em concreto, para que tudo isso seja ultrapassado o mais depressa possível".

Governo alarga situação de calamidade a mais nove concelhos

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.

A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. Este sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça.

Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.

Com LUSA