A aldeia de Reguengo do Alviela está isolada desde quarta-feira. O bote dos bombeiros é a ligação com o exterior. A corporação de Pernes faz o transporte de passageiros, mercadorias e medicamentos.
"É uma prisão (...) Aqui ninguém entra e ninguém sai", desabou um habitante da aldeia.
"Para ir buscar alguma coisa temos de pedir aos bombeiros", acrescentou outro.
As cheias de 1979 ainda servem de comparação e, por agora, quem tem essa memória, está tranquilo.
"Da Barragem de Alcântara é que temos medo. Essa barragem espanhola quando foi em 1979 é que nos ia matando a todos. Quando essa abrir as portas tapa estes campos todos", disse ainda outro habitante.
Os bombeiros chegam ao raiar do sol com pão fresco para a população desta ilha temporária e colocam-se à disposição.
"Esta ajuda acaba por ser essencial porque a população esta isolada e estando isolada precisa dos cuidados básicos, como alimentação, medicação e deslocação. estamos cá nesse sentido. É esse o nosso trabalho", explicou José Montês dos bombeiros voluntários de Pernes.
A chuva e as descargas controladas das barragens isolaram mais uma vez Reguengo do Alviela.
Para quem é da região as cheias não são novidade e as tragédias do passado ainda falam, por isso, amenizam a preocupação de quem vê de fora, lembrando que a situação já foi pior.
