O Presidente da República afirmou esta quarta‑feira, em declarações aos jornalistas, que as “comunicações portaram‑se mal” na sequência da passagem da depressão Kristin e, mais recentemente, da tempestade Leonardo.
As palavras de Marcelo Rebelo de Sousa não foram bem recebidas pelas principais empresas de telecomunicações em Portugal.
Miguel Almeida, presidente executivo das NOS, afirmou que o Presidente da República está mal informado, considerando que as suas declarações revelam insensibilidade e desumanidade face aos centenas de profissionais que, desde a passada quarta-feira, trabalham dia e noite na recuperação da maior destruição de redes de comunicações alguma vez registada em Portugal.
No mesmo dia, a presidente executiva da MEO assegurou que a empresa ativou de imediato o plano de contingência face à tempestade, no dia 28, e considerou que as declarações proferidas pelo Presidente da República só podem resultar de informação incompleta.
"Desde o dia 28, ativámos de imediato o nosso plano de contingência, com mais de 1.500 técnicos no terreno, mobilizados de forma contínua, muitas vezes em condições extremamente exigentes" e "foi igualmente acionada a nossa sala de crise, em funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana, garantindo coordenação permanente de todos os meios técnicos e operacionais", asseverou Ana Figueiredo.
A responsável sublinhou que foram acionados meios alternativos de emergência e que a prioridade da empresa é a recuperação total dos serviços e o apoio às populações e entidades críticas.
Rejeita as declarações do Presidente da República, que considerou baseadas em informação incompleta ou imprecisa e defendeu o profissionalismo e o esforço contínuo das equipas, afirmando que o setor das comunicações respondeu com sentido de missão e responsabilidade.
[Artigo atualizado às 20:38]
