Meteorologia

Depressão Leonardo não teve a fúria de Kristin, mas deixou o país novamente em sobressalto

O temporal afetou particularmente a Grande Lisboa, Oeiras, Almada e o Alentejo, com estradas cortadas e inundações. Apesar dos danos, a depressão Leonardo teve impacto menor que a tempestade Kristin da semana passada.

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Uma semana depois da tempestade Kristin, a madrugada desta quarta-feira voltou a ficar marcada pela intempérie. Desta vez, a depressão Leonardo trouxe imensa chuva, acima de tudo nas regiões Centro e Sul. A Proteção Civil registou mais de uma centena de ocorrências, sobretudo cheias e deslizamentos de terras.

Uma semana depois da devastação provocada pela tempestade Kristin, a depressão, que se chama agora Leonardo, trouxe muita chuva, essencialmente na zona da Grande Lisboa e arredores.

Ao cair da noite, foi mais do que tudo o susto e os receios. Depois da água que encheu a Ribeira da Laje, em Oeiras, a ribeira galgou as margens e houve algumas cheias.

Andaram à volta de alguns carros e forçaram o corte de uma rua. O jardim municipal ficou parcialmente submerso.

Em Almada, um muro não resistiu ao temporal e acabou por destruir pelo menos quatro viaturas.

A chuva caiu com grande intensidade entre o final da tarde e o início da noite desta terça-feira. A Proteção Civil registou ocorrências entre cheias, quedas de árvores e deslizamentos de terras.

Na zona ribeirinha do Tejo, em Alhandra e Vila Franca de Xira, as últimas noites têm sido assim, com a água do rio a invadir ruas e avenidas.

Alentejo continua a ser fustigado

Seguindo para sul, e já no solo bastante saturado do Alentejo, há relatos de estradas cortadas e de cheias que se assinalam aqui e ali. Nos arredores da Vidigueira, há quem relate ter ficado isolado, perto de Cuba.

As descargas que estão a ser feitas nas barragens da Fonte Serne e de Campilhas, em Santiago do Cacém, devem-se à chuva no Alentejo.

A baixa de Alcácer do Sal voltou a ficar inundada e a circulação ferroviária foi suspensa em Grândola.

Na região Centro, estas são imagens que chegam de Góis. Cá em baixo, foi o Notícias de Coimbra a atravessar o que é possível da Estrada Nacional 347, que liga Montemor-o-Velho a Alfarelos, numa viagem ao volante da Marinha.

Apesar de tudo, o Leonardo, com muita chuva, está longe de deixar uma marca tão devastadora como o vendaval histórico da depressão Kristin.

Se, em Vila de Rei, mais de 90 por cento da energia já foi reposta, há ainda 93 mil clientes sem energia. Só em Leiria são 63 mil, em Santarém 15 mil, em Castelo Branco seis mil e em Coimbra três mil.

Uma semana depois da tragédia, surgem ténues sinais do possível regresso a uma estranha normalidade. Em Leiria, já foi possível reabrir a maioria das escolas do concelho.