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Fidel Castro diz que Cuba perdeu "o melhor amigo da sua história" com a morte de Hugo Chávez

Com a morte do Presidente venezuelano Hugo  Chávez, Cuba perdeu "o melhor amigo que teve ao longo da sua história",  afirmou o líder histórico da revolução cubana Fidel Castro, em declarações  hoje publicadas pelo jornal oficial Granma. 

© Reuters Photographer / Reuters

Esta é primeira reação pública de Fidel Castro à morte de Chávez, que  foi comunicada na passada terça-feira. 

"Mesmo sabendo do seu estado de saúde crítico, a notícia afetou-nos  muito", referiu Fidel Castro, de 86 anos, ao jornal cubano, que publicou  um texto do líder histórico cubano na primeira página. 

"Tivemos a honra de partilhar com o líder bolivariano os mesmos ideais  de justiça social e de apoio aos explorados. Os pobres são os mesmos em  todo o mundo", acrescentou Fidel Castro. 

Mentor ideológico de Hugo Chávez, Fidel Castro, que fez duas aparições  públicas em Havana durante o mês de fevereiro, não se deslocou na sexta-feira  a Caracas para as cerimónias fúnebres do chefe de Estado venezuelano. Cuba  foi representada pelo Presidente e irmão de Fidel, Raul Castro. 

"Lembro-me quando ele me disse, a brincar, que depois de termos cumprido  a nossa tarefa revolucionária, ia convidar-me para passear ao longo do rio  de Arauca, na Venezuela", acrescentou o ex-Presidente cubano, afastado do  poder desde 2006 por motivos de saúde. 

Na mesma declaração, o líder histórico cubano recordou que em fevereiro  de 1959, três semanas depois de ter assumido o poder em Cuba, deslocou-se  ao território venezuelano para expressar o seu agradecimento a Caracas pelo  apoio ao movimento revolucionário cubano. 

"Precisamos de estar próximos e apoiarmo-nos fortemente, porque sozinhos  e divididos, vamos falhar", declarou então o jovem revolucionário cubano.

"Afirmei isto naquele dia e, 54 anos mais tarde, confirmo", escreveu  Fidel Castro, concluindo que o seu "inesquecível amigo" Hugo Chávez "não  sabia como era grande". 

Hugo Chávez morreu na terça-feira aos 58 anos vítima de um cancro que  lhe foi detetado em junho de 2011, quase três meses depois de ter sido operado,  pela quarta vez, em Havana. 

Lusa