Entre as vítimas mortais estão também 24 mulheres e 11 combatentes das forças opositoras.
Segundo a organização não-governamental, as vítimas morreram em ataques realizados por helicópteros militares do regime sírio, que lançaram barris com explosivos sobre vários bairros da zona leste da cidade.
O OSDH acrescentou ainda que os bombardeamentos provocaram centenas de feridos e o deslocamento de dezenas de milhares de pessoas, que fugiram para outras zonas de Alepo.
A organização responsabilizou o general de brigada Suleil Hasan, que dirige as operações militares do regime em Alepo, pelos ataques.
O OSDH apelou à comunidade internacional para intervir de imediato e travar estes ataques, bem como pediu à Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navy Pillay, que reúna informações sobre estes bombardeamentos e que apresente diante da Justiça o general Suleil Hasan e os executores destes ataques.
O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, condenou esta semana a utilização de barris com explosivos contra a população civil de Alepo, admitindo na mesma ocasião que estas manobras podem comprometer gravemente as conversações de paz.
O uso deste tipo de bombas incendiárias é "o último ato de barbárie de um regime que está a cometer tortura em grande escala, que usou armas químicas e que está a matar à fome comunidades inteiras ao bloquear o envio de alimentos para os civis sírios", sublinhou Kerry, num comunicado.
Em finais de julho de 2012, Alepo foi alvo de uma grande ofensiva das forças rebeldes sírias, que continuaram a exercer pressão em operações posteriores.
Apesar de dominarem grandes áreas da cidade, os rebeldes sírios não controlam a totalidade de Alepo.
O conflito na Síria prolonga-se desde março de 2011 e, segundo o OSDH, já fez 136 mil mortos.
LUSA
