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Pelo menos 20 jihadistas mortos em ataques aéreos em Raqa

Pelo menos 20 combatentes do Estado Islâmico foram mortos hoje em bombardeamentos aéreos na Síria contra o bastião 'jihadista' de Raqa, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Na Síria, os principais bastiões dos 'jihadistas' são Raqa, no norte, e Deir Ezzor, no leste, junto à fronteira com o Iraque.  (Reuters)
© Suhaib Salem / Reuters

"Pelo menos 20 membros do Estado Islâmico foram mortos e outros ficaram  feridos em ataques aéreos contra uma base de treino do grupo em Raqa", segundo  a organização não-governamental. 

Os ataques destruíram também 14 veículos militares dos 'jihadistas',  segundo a mesma fonte.  

Os 'jihadistas' do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) declararam  a 29 de junho o estabelecimento de um Califado, um sistema de governo islâmico  abolido há quase 100 anos. A partir desse dia, o grupo anunciou que passava  a designar-se Estado Islâmico. 

Na Síria, os principais bastiões dos 'jihadistas' são Raqa, no norte, e Deir Ezzor, no leste, junto à fronteira com o Iraque. 

O EIIL surgiu na Síria há cerca de um ano e, inicialmente, foi bem recebido  pela oposição armada, que o viu como um aliado para derrubar o regime. A  partir de janeiro, no entanto, face a uma série de atrocidades contra populações  civis e rebeldes de outros grupos, a oposição síria, incluindo a oposição  islamita, passou a combater o EIIL.  

O regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, por seu lado, intensificou o combate aos 'jihadistas' depois de o grupo ter lançado, em junho, uma  ofensiva em cinco províncias do vizinho Iraque.  

"Desde 10 de junho (quando a cidade iraquiana de Mossul foi tomada pelos 'jihadistas') e até à data, a força aérea síria intensificou claramente  os ataques contra posições do Estado Islâmico e tem havido ataques todos  os dias", disse o diretor do Observatório, Rami Abdel Rahman, à agência  France Presse. 

"Houve uma escalada evidente. O regime teme que o Estado Islâmico fique  mais forte, sobretudo depois de ter trazido veículos (militares) do Iraque",  capturados às forças iraquianas, acrescentou. 

Lusa