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Tribunal egípcio condena 230 militantes anti-Mubarak a prisão perpétua

Um tribunal egípcio condenou hoje 230 pessoas que participaram na revolução que depôs Hosni Mubarak, em 2011, a penas de prisão perpétua, incluindo um dos líderes do movimento, Ahmed Douma, informaram fontes judiciais.

Hosni Mubarak - ex-Presidente egípcio (Reuters/Arquivo)
REUTERS
O mesmo tribunal condenou 39 menores a 10 anos de prisão pelos confrontos entre manifestantes e forças de seguranças em 2011.

Desde que as Forças Armadas destituíram o presidente islamita Mohamed Morsi, em julho de 2013, multiplicaram-se as condenações à morte e a longas penas de prisão em centenas de processos judiciais, nalguns casos abertos e concluídos no mesmo dia.

As penas hoje pronunciadas são as mais pesadas impostas a militantes dos movimentos laicos e liberais que afastaram Mubarak do poder. 

A maioria das penas mais pesadas tem sido imposta a militantes e simpatizantes dos movimentos islamitas, designadamente a entretanto proibida Irmandade Muçulmana. 


Lusa