"O relatório sublinha a natureza pacífica do programa nuclear iraniano e abre caminho para encerrar o dossier sobre as possíveis dimensões nucleares" na Junta de Governadores da OIEA, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi.
Segundo o vice-ministro, a Junta de Governadores deve agora encerrar o caso e permitir que avance o Plano Integral de Ação Conjunta, o acordo nuclear alcançado entre o Irão e os Estados Unidos, França, China, Rússia, Reino Unido e Alemanha.
No relatório, a agência especializada da ONU disse não ter indicações credíveis de atividades relevantes no Irão para o desenvolvimento de um arma nuclear desde o ano de 2009, mas que as atividades desenvolvidas "não avançaram mais além do que estudos científicos e de viabilidade e de aquisição de certas competências e capacidades técnicas relevantes".
O vice-ministro insistiu que aquelas "pequenas atividades" foram estudos "com tecnologia de duplo uso" e que o Irão as realizou com "fins pacíficos".
Na sequência do relatório da OIEA, os Estados Unidos afirmaram estarem prontos para dar o próximo passo na implementação do acordo nuclear.
O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Mark Toner, disse que a agência da ONU confirmou a alegação de Washington de que Teerão tinha tentado fazer uma bomba nuclear, mas sublinhou que o Irão cooperou de forma adequada com os investigadores.
"O relatório é consistente. A OIEA confirmou que o Irão cumpriu os seus compromissos para dar respostas aos pedidos no âmbito do roteiro para o esclarecimento de questões passadas e presentes", disse, acrescentando que agora é preciso concentrarem-se na implementação do acordo nuclear.
Já Israel, pediu para que a investigação da agência especializada da ONU seja aprofundada e intensificada e que a comunidade internacional utilize todos os meios ao seu alcance para impedir o Irão de construir secretamente uma arma nuclear.
Lusa
