Mubarak tinha sido condenado a prisão perpétua em 2012, mas um tribunal de segunda instância ordenou a repetição do julgamento, que arquivou as acusações dois anos depois.
A decisão hoje emitida pelo Tribunal de Cassação é definitiva, e este foi o último julgamento de Mubarak, depois de o ministério público ter retirado várias acusações contra ele após a sua demissão, em fevereiro de 2011.
O ex-chefe de Estado egípcio era acusado de incitar ao assassínio de populares durante a revolta de 18 dias em que cerca de 850 pessoas foram mortas em cargas policiais sobre os manifestantes.
Desde a sua detenção, em 2011, Hosni Mubarak, de 88 anos, passou a maior parte do tempo num hospital militar.
Em janeiro de 2016, o tribunal de segunda instância confirmou uma sentença de três anos de prisão efetiva para Mubarak e os seus dois filhos, por crimes de corrupção, mas a sentença teve em conta o tempo já cumprido e ambos os filhos, Alaa e Gamal, foram libertados.
Lusa

