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Qatar Airways suspende voos para Arábia Saudita, Emirados, Bahrein e Egito

Regis Duvignau

A Qatar Airways anunciou hoje a suspensão de todos os voos de e para a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito, um dia depois de os quatro países terem cortado relações diplomáticas com Doha.

Num comunicado publicado no seu 'site' na Internet, a companhia aérea indica que a suspensão dos voos para os quatro países vai vigorar "até nova ordem" e que os passageiros afetados podem pedir o reembolso dos bilhetes de avião ou optar por reservar passagens para outros destinos.


A medida surge depois de sete companhias aéreas terem anunciado, na segunda-feira, a suspensão dos voos de e para Doha na sequência do corte de relações diplomáticas entre uma série de países e o Qatar.


Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Egito, Iémen e Líbia, além das Maldivas, anunciaram sucessivamente o corte de relações desencadeando a mais grave crise regional desde a guerra do Golfo de 1991.


A rutura de relações foi acompanhada por um conjunto de medidas que implicam o isolamento do Qatar, anfitrião do Mundial de Futebol 2022, com o encerramento de fronteiras terrestres e marítimas, proibições de sobrevoo e restrições à deslocação de pessoas.


A crise diplomática culmina anos de tensões na aliança entre os produtores de petróleo do Golfo e reflete uma irritação crescente dos países vizinhos com o apoio do Qatar a organizações que os outros Estados árabes consideram terroristas.


Alguns analistas relacionam também o agravamento da situação com a recente viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à região, marcada pelo reforço dos laços com a Arábia Saudita e pelo apelo aos líderes árabes para que assumam a luta contra o terrorismo.


Dias depois da visita, o Qatar anunciou que a sua agência oficial, QNA, foi "pirateada por uma entidade desconhecida" e que "declarações falsas", sobre o Irão, o Hezbollah, o Hamas e a Irmandade Muçulmana, foram atribuídas ao emir.


As acusações ao Qatar de apoio ao terrorismo são recorrentes, mas Doha nega-as.
O Qatar acolhe no seu território dirigentes do Hamas -- Khaled Meshaal -- e da Irmandade Muçulmana -- como Yussef al-Qaradaoui -, consideradas organizações terroristas pelos países vizinhos.


O país é também acusado de laxismo na luta contra o financiamento do terrorismo através de fundos privados.

Lusa

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