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Trump diz que morte de estudante americano é escandalosa

Carlos Barria

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta terça-feira que a morte de Otto Warmbier, um estudante norte-americano de 22 anos que esteve detido quase um ano e meio na Coreia do Norte, é escandalosa.

O chefe de Estado disse igualmente que se o estudante tivesse regressado mais cedo aos Estados Unidos o desfecho deste caso seria provavelmente outro.

"Acho que o resultado teria sido muito diferente", afirmou Trump, em breves declarações a partir da Sala Oval (gabinete presidencial) durante um encontro com o Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko.

Warmbier morreu na segunda-feira, dias após ter sido libertado pelas autoridades norte-coreanas, que o condenaram, em março do ano passado, a 15 anos de trabalhos forçados.

O estudante de Economia da Universidade da Virgínia admitiu ter roubado um cartaz de cariz político num hotel em Pyongyang, onde estava hospedado, e foi acusado de "atividades hostis" e conspiração contra a unidade da Coreia do Norte.

Otto Warmbier estava em coma há mais de um ano, depois de ter contraído botulismo.

Trump referiu que falou com os pais de Otto Warmbier e sublinhou que a família do estudante passou por uma situação de contornos dramáticos. E acrescentou: "Ele deveria ter vindo para casa há muito tempo".

Numa nota divulgada na segunda-feira, a família de Otto Warmbier agradeceu ao University of Cincinnati Medical Center [Centro Médico da Universidade de Cincinnati, no Estado do Ohio] por ter tratado o estudante, mas disse que "infelizmente, o horrível maltrato torturante" que o filho "recebeu nas mãos dos norte-coreanos garantiu que não fosse possível outro desfecho".

Lusa