Mundo

Moscovo considera que EUA devem sair da Síria quando os jihadistas forem derrotados 

Sergey Lavrov, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo

Sergei Karpukhin

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, disse hoje que os Estados Unidos devem sair da Síria quando os jihadistas forem derrotados, o que, na sua opinião, ocorrerá em breve.

"Consideramos que os norte-americanos devem abandonar o território sírio quando forem liquidados os últimos focos de atividade terrorista e falta pouco", referiu Lavrov numa entrevista à agência Interfax.

O governante disse que, por esse motivo, causaram "surpresa" na Rússia as palavras do secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, sobre os planos das tropas norte-americanas de permanecerem no país árabe até serem "alcançados progressos no regulamento político" do conflito.

"Parece que Washington assume o direito de determinar o grau desse progresso e quer manter uma parte do território sírio até obter o resultado necessário. Não é assim que se fazem as coisas", assinalou.

Lavrov recordou que Damasco nunca convidou as tropas da coligação dirigida por Washington e que o Conselho de Segurança da ONU também não autorizou o seu destacamento para a Síria.

O chefe da diplomacia russa sublinhou que a Rússia fará todo o possível para "o pronto restabelecimento da paz e da estabilidade na Síria".

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a derrota na Síria do grupo radical Estado Islâmico e ordenou o início da retirada das tropas russas no país, que apoiaram o regime do presidente Bashar al-Assad.

Permanecerão na Síria as unidades militares que integram as bases aérea Hmeymim e do porto de Taurus, além do centro de reconciliação de forças e de três batalhões da polícia militar que se encarregarão de garantir a segurança nas designadas "zonas de distensão".

Lusa

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