Apesar da contestação dos ultraconservadores e radicais islâmicos, o país já começou a substituir cartas de condução internacionais por cartas sauditas. As mulheres têm de passar por uma série de exames - de código, condução e até mecânica - antes de saírem para a estrada e igualarem os homens, num dos raros momentos de igualdade num país onde as mulheres ainda precisam de um guardião homem - o marido, o pai ou o irmão para casar ou viajar e, até este ano, nem sequer podiam assistir a um jogo de futebol no estádio ou praticar desporto nas escolas. O decreto real que autoriza as mulheres a sentarem-se ao volante no país muçulmano ultraconservador é, por isso um rasgo nas reformas inspiradas pelo príncipe herdeiro Mohammed ben Salman que começam finalmente a abrir o Reino do Golfo à modernidade.
Mulheres preparam-se para invadir as estradas da Arábia Saudita
Em setembro de 2017, o Rei Salman anunciou que a Arábia Saudita iria deixar de ser o único país do mundo onde as mulheres ainda não podiam conduzir. Agora, quase um ano depois, a lei vai mesmo entrar em vigor hoje, 24 de junho,.

A Arábia Saudita era, até agora, o único país do mundo em que as mulheres não têm o direito de conduzir. Em setembro de 2017, o rei Salman anunciou que tal proibição seria levantada em junho de 2018, no âmbito de reformas inspiradas pelo seu jovem filho, o príncipe herdeiro Mohammed ben Salman.
Ahmed Jadallah

A Arábia Saudita era, até agora, o único país do mundo em que as mulheres não têm o direito de conduzir. Em setembro de 2017, o rei Salman anunciou que tal proibição seria levantada em junho de 2018, no âmbito de reformas inspiradas pelo seu jovem filho, o príncipe herdeiro Mohammed ben Salman.
Ahmed Jadallah
118
