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Erdogan e Trump querem esclarecer tudo sobre assassinato de jornalista saudita

Emrah Gurel

O presidente turco, Recep Erdogan, e o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, concordaram esta sexta-feira que o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi não deve ser abafado, disse uma fonte da presidência turca após uma conversa telefónica entre os dois lideres.

"Trump e Erdogan concordam em esclarecer todos os aspetos do assassinato de Jamal Khashoggi, garantindo que nada seja escondido", disse a mesma fonte, citada pela agência noticiosa France-Press.

Dezenas de pessoas participaram esta sexta-feira em Istambul numa oração fúnebre em homenagem ao jornalista saudita Jamal Khashoggi, assassinado em outubro no consulado saudita desta cidade e cujo corpo ainda não foi encontrado.

Os familiares e amigos de Jamal Khashoggi rezaram uma oração especial, prevista no Islão para os mortos cujos restos mortais se desconhece o paradeiro.

Jamal Khashoggi, jornalista crítico do regime saudita, em particular do príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, foi assassinado e o seu corpo desmembrado no passado dia 02 de outubro, segundo as autoridades turcas.

"Como estamos convencidos de que o seu corpo nunca será encontrado, decidimos organizar esta oração para a salvação da alma de Jamal", disse Fatih Öke, diretor executivo da associação turco-árabe dos 'media', da qual Jamal Khashoggi fazia parte.

A morte de Jamal Khashoggi provocou uma onda de choque mundial e afetou muito a imagem de Riade, nomeadamente a do príncipe herdeiro, que se tem esforçado por fazer passar a ideia de uma Arábia Saudita moderna.

A justiça saudita anunciou na quinta-feira que iria requerer a pena de morte para cinco acusados e afirmou que Mohammed bin Salman não tem nenhuma ligação com o crime, o que é contestado pela imprensa turca.

Khashoggi foi morto quando se encontrava no interior do consulado do seu país em Istambul a tratar de documentos para se casar com uma cidadã turca.

Lusa