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Distúrbios provocam dez feridos na província angolana da Lunda Norte

Grupo tentou entrar no Projeto da Mina Lulo.

Dez pessoas ficaram feridas, nove das quais membros das forças de defesa e segurança, em distúrbios causados por mais de 70 pessoas no município de Capenda Camulemba, na província angolana da Lunda Norte, informou hoje a polícia.

Segundo um comunicado de imprensa do comando provincial da Lunda Norte da Polícia Nacional, o incidente ocorreu na quarta-feira na localidade de Xamiquelengue, na barreira de contenção das forças de defesa e segurança no acesso único de entrada ao Projeto da Mina Lulo.

As forças mistas compostas pela Polícia, Forças Armadas Angolanas (FAA) e Segurança privada encontram-se no local no âmbito da "Operação Transparência", que tem como um dos objetivos combater o garimpo ilegal de diamantes.

O documento esclarece que o grupo de populares, entre os quais se encontravam autoridades tradicionais, deslocou-se àquela localidade devido a reclamações dos autóctones sobre a falta de assistência social às comunidades, como previsto por lei.

O grupo tentou entrar no Projeto da Mina Lulo e forçar a paralisação dos trabalhos, tendo sido impedido pelas forças de defesa e segurança.

"Abordados pelos efetivos em serviço, estes insurgiram-se contra as forças da ordem, tendo culminado em desacato e desarme de quatro armas de fogo, em posse das forças e os protagonistas se metendo a monte", informa a polícia.

Algumas horas depois, foi recuperada uma das quatro armas de fogo, tendo do incidente resultado o ferimento a tiro de um popular e nove feridos das forças de defesa e segurança.

Na quinta-feira, a Polícia Nacional organizou negociações entre as partes envolvidas, que terminaram com o entendimento para que os populares mantenham a calma, devolvam as armas e a empresa retome imediatamente com os trabalhos e, num futuro breve, corresponda aos anseios da população, em conformidade com a lei.

A polícia fez um apelo à calma e ao diálogo em situações do género, "evitando que se enverede na prática de violência que em nada dignifica a boa convivência social e o desenvolvimento económico da região".

Lusa